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o que é ESPERANTISTA

Esperantistoj: aqueles que nunca perdem a esperança Esperantistoj — tiuj kiuj neniam perdas la esperon — são mais do que simples falantes de uma língua planejada. São estudantes, professores, pesquisadores, escritores e ativistas que, em diferentes contextos e realidades, compartilham um mesmo ideal: a convicção de que a comunicação humana pode ser mais justa, mais clara e mais fraterna. Esperantistas são pessoas que dedicam parte significativa de seu tempo, energia e criatividade ao projeto iniciado pelo médico e humanista Dr. Lázaro Luiz Zamenhof, o codificador da chamada língua da fraternidade. Para muitos, o esperanto não é apenas um sistema linguístico, mas uma prática ética, um gesto de confiança na possibilidade de entendimento entre povos e culturas. Ao cultivar essa língua internacional, os esperantistas mantêm viva uma tradição de diálogo, solidariedade e esperança — valores que, desde o final do século XIX, continuam a inspirar gerações ao redor do mundo.

TODA GRAMÁTICA É PERMEADA PELA NOÇÃO DE CONJUNTO E SUBCONJUNTO: A LÍNGUA COMO SISTEMA E A GRAMÁTICA COMO SUBSISTEMA, COM ÊNFASE NA ESTRUTURA DO ESPERANTO

TODA GRAMÁTICA É PERMEADA PELA NOÇÃO DE CONJUNTO E SUBCONJUNTO: A LÍNGUA COMO SISTEMA E A GRAMÁTICA COMO SUBSISTEMA, COM ÊNFASE NA ESTRUTURA DO ESPERANTO Resumo Este artigo discute a gramática como um sistema estruturado por relações de conjunto e subconjunto, fundamentando-se em autores clássicos e contemporâneos da linguística, da teoria dos sistemas e da interlinguística. Argumenta-se que a gramática é um sistema composto por subsistemas interdependentes, cuja organização interna se manifesta em camadas hierárquicas. Em seguida, aplica-se essa perspectiva à estrutura do Esperanto, língua planejada cuja regularidade e transparência evidenciam de forma exemplar a lógica sistêmica da gramática. A análise é enriquecida com notas de rodapé e uma discussão filosófica sobre a natureza dos sistemas linguísticos. Palavras-chave: gramática; sistema; conjunto; subconjunto; Esperanto; linguística; filosofia da linguagem. ________________________________________ 1. Introdução A gramática, tradic...
A Natureza do Estilo e o Estilo da Natureza Adelson Sobrinho – nosleda2k20@gmail.com 1. O equívoco da afirmação “a Natureza não tem estilo” Quando Otton Garcia afirma que “a Natureza não tem estilo”, ele está usando “estilo” num sentido estritamente retórico, como escolha consciente, deliberada, racional — algo próprio da linguagem humana. Nesse enquadramento, estilo seria apenas um conjunto de técnicas e preferências expressivas adotadas por um autor. Mas essa é uma definição limitada, que não contempla a dimensão ontológica e metafísica do termo. Se ampliamos o conceito de estilo para além da retórica — como marca distintiva, modo singular de ser, padrão de manifestação — então a afirmação de Garcia deixa de se sustentar. ________________________________________ 2. Estilo como assinatura ontológica Em filosofia, estética e até em ciências naturais, “estilo” pode ser entendido como: • padrão recorrente, • modo próprio de organização, • forma singular de aparecer no mundo, • idiossinc...

O que todo beletrista deve saber:

O que todo beletrista deve saber: "[...] a ortografia não faz parte da língua. Saber ortografia é como tocar piano, dançar balé, atirar com arco e flecha, manejar um programa de computador - são atividades que exigem treinamento, prática constante, memorização consciente. Saber a língua é outra coisa. Afinal, milhões de pessoas nascem, crescem, vivem e morrem sem jamais aprender a ler/escrever sendo, no entanto, conhecedoras perfeitas da gramática de sua língua, capazes de distinguir com clareza uma construção agramatical de uma gramatical." (Bagno, 2011, p. 356). (Bagno, M. (2011). Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial). ################################### Recomendação do professor Adelson Sobrinnhoo: Se puderem, adquiram. Ela é muito mais que uma gramática; é verdadeiro manual de Linguística Moderna.

Os sufixos {-em}, {-ebl-}, {-end-} e {-ind-} no Esperanto: explicação simples para iniciantes

Os sufixos {-em}, {-ebl-}, {-end-} e {-ind-} no Esperanto: explicação simples para iniciantes Introdução O Esperanto utiliza sufixos de maneira lógica e regular para formar novas palavras. Isso facilita muito o aprendizado: em vez de memorizar longas listas de vocabulário, basta compreender o significado dos sufixos para criar e interpretar palavras com naturalidade. Neste artigo, estudaremos quatro sufixos muito importantes, formadores de adjetivos a partir de uma raiz verbal. • {-em} → tendência, gosto • {-ebl-} → possibilidade • {-end-} → obrigação • {-ind-} → valor, merecimento Zamenhof, criador do Esperanto, afirmava que a língua deve ser “logika kaj facile lernebla” — lógica e fácil de aprender. Esses sufixos ilustram perfeitamente esse princípio. ________________________________________ 1. O sufixo {-em}: tendência, gosto, hábito Significado O sufixo {-em} indica que alguém tem tendência ou gosta de realizar determinada ação. Exemplos • parolema – falante • trinkema – que gosta ...

ESPERANTO E ARTIFICIALIDADE

ESPERANTO KAJ ARTEFARITECO Prof. Adelson Sobrinho – nosleda2k20@gmail.com La lingvistoj, tio estas, la sciencistoj kiuj priskribas kaj provas klarigi la lingvojn ĝenerale, estas preskaŭ unuanimaj aserti, ke ĉiuj idiomoj de la planedo estas homaj kreitaĵoj, ĉar la ilo de parola komunikado ne naskiĝis kiel la vegetaĵoj; tial estas malkohera la nomo “natura”, kiun homoj ĝenerale asociigas al la naciaj lingvoj. La homoj, kiuj ne havas profundan konon pri la demando de lingvoplanado, obstinas aserti, ke lingvo kiel Esperanto ne havas fundamenton, ĉar ili kredas ĝin artefakto, tio estas, io artefarita, inventita en kabineto. Escepte de la lingvistoj aŭ beletristoj, tio estas, tiuj kun formiĝo en Lingvaj Studoj, malmultaj konas la Interlingvistikon aŭ la Lingvistikon, kiu traktas la planitajn lingvojn. Ju pli ni enprofundiĝas en la strukturon de Esperanto kaj ĝin komparas kun la ceteraj ekzistantaj lingvoj, des pli ni konkludas, ke en ĝi ne ekzistas io ajn artefarita, kiel asertas la nesciu...

ESPERANTO ESTAS ĈIES KAJ NENIES. O ESPERANTO É DE TODOS E DE NINGUÉM

ESPERANTO ESTAS ĈIES KAJ NENIES 🌍 Por que o Esperanto é “de todos e de ninguém” O Esperanto foi criado com uma intenção muito específica: não pertencer a um povo, a um Estado, a uma etnia ou a uma cultura dominante. Isso faz dele uma língua: • Sem dono — não há um país que a reivindique como patrimônio exclusivo. • Sem hierarquia cultural — ninguém nasce “nativo” por privilégio geográfico. • Acessível a qualquer pessoa — todos começam do mesmo ponto. • Construída para neutralidade — não carrega o peso histórico de colonização linguística. Nesse sentido, ele encarna uma ideia profundamente libertária: uma ferramenta comum, compartilhada, que não pode ser apropriada por nenhum grupo específico. 🔧 Isso é anárquico? É anárquico no sentido filosófico mais elegante da palavra: • Rejeita estruturas de poder linguístico. • Evita a centralização. • Promove igualdade de acesso. • Funciona como um bem comum global. Mas não é “anárquico” no sentido de caos; é uma forma de organização horizontal...